Bebê que apareceu em campanhas nazistas para promover a “pureza ariana” era, na verdade, uma criança judia

Publicado originalmente por Luciana Galastri em GALILEU

Hessy Taft é esse lindo bebê que aparece na foto acima. A imagem foi usada em uma propaganda nazista para mostrar como seria o “bebê ariano perfeito”. Mas Hessy Taft é de família judia.

“Eu dou risada disso hoje, mas se, na época, os nazistas descobrissem, eu não estaria viva”, contou Taft, em entrevista ao jornal alemão Bild. Na época da foto, Hessy tinha seis meses – hoje, está com 80 anos.

Mas como uma foto de um bebê judeu foi parar em uma propaganda nazista?

A mãe de Hessy, Pauline Levinsons, levou sua filha para tirar um retrato em 1935, na cidade de Berlim. O fotógrafo, Hans Ballin, enviou a imagem para uma revista de propaganda nazista “para a família”, a Sonne ins Hause. E a foto foi parar na capa. Confrontado posteriormente pelos Levinsons, Ballin admitiu que inscreveu a foto de Hessy em um concurso para eleger o bebê ariano mais bonito de propósito. “Queria fazer os nazistas parecerem ridículos”, teria dito o fotógrafo.

Missão cumprida. A foto de Hessy não apenas foi publicada na revista, como também em cartões postais com mensagens nazistas. Diz a “lenda” que a foto teria sido especialmente selecionada pelo Ministro de Propaganda nazista, Joseph Goebbels.

E Hessy? Por medo de descobrirem a farsa, a família da garota a manteve escondida durante sua infância inteira. Afinal, se os nazistas reconhecessem as crianças, isso significaria uma morte certa. Por sorte, eles nunca ficaram sabendo.

Veja Hessy comentando a história (em inglês):

Como surgiu o termo “Idade das Trevas”?

Tá, muitos responderiam a essa pergunta simplesmente associando o termo Idade das Trevas ao tempo de constantes guerras, pouco avanço cultural e severa imposição religiosa à que ele se refere. Um período de trevas. Mas se você é daqueles que não se satisfaz tão facilmente, vem comigo…

Pois bem, nós sabemos que a Idade Média, ou Idade das Trevas, é o nome geralmente dado ao período de mil anos entre os séculos V e XV. Sabemos também que existem divisões controvérsias a respeito da duração desse período. Mas quais são as raízes desse nome?

VIVENDO NAS TREVAS

A luz versus a escuridão é uma metáfora amplamente utilizada desde a antiguidade para se referir ao bem versus o mal. Mas no século XIV, um italiano deixou o bem e o mal de lado e aplicou a metáfora em algo, digamos, mais secular. Francesco Petrarca (1304-1374) queria ter vivido durante a antiguidade clássica. Ao comparar aquela época de grandes avanços econômicos, artísticos e intelectuais com o período em que ele vivia, Petrarca se sentia perdido num tempo de obscura ignorância. Na conclusão de seu poema épico, África, ele escreveu:

Eu estou fadado a viver entre tempestades de confusão. Mas, como é meu desejo, talvez você (leitor) viva muito tempo depois de mim, em tempos melhores. Esse esquecimento e essa sonolência não durarão para sempre. Quando a escuridão se dispersar, nossos descendentes poderão retornar à pureza do antigo esplendor (brilho).

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ESTÁTUA DE PETRARCA NA GALERIA UFFIZI EM FLORENÇA

A decadência e queda do Império Romano e sua infraestrutura reduziu o fluxo de conhecimento, a economia e a produção de arte antes praticados no ocidente. Viajantes já não podiam usufruir da relativa segurança das estradas. Rotas de comércio foram descontinuadas e junto com elas a troca cultural entre povos foi reduzida. Já não havia um sistema monetário unificado. As artes, o estudo e o desenvolvimento intelectual antes incentivado até para fins de domínio militar já não eram mais uma prioridade.

Petrarca sabia disso e muitos de seus contemporâneos e dos que vieram após ele também. E foi assim que o conceito de período de trevas se espalhou. Com o tempo, a metáfora de Petrarca foi reutilizada e assimilada por muitos pensadores. É atribuído ao Cardeal Caesar Baronius (1538-1607) o primeiro uso do termo Idade das Trevas propriamente dito. Desde então esse nome vem sendo largamente utilizado e ensinado.

Porém, como mencionado no início, não existe consenso entre os historiadores sobre a duração do período de trevas, sobre se devemos ou não utilizar o termo e até sobre a densidade das tais Trevas. Mas esse aí é assunto para um outro post…

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Quem era Hitler durante a Primeira Guerra Mundial?

Adolf Hitler não nasceu na Alemanha, mas numa pequena cidade austríaca no ano de 1889. Em sua juventude ele não apresentou aquele espírito nacionalista que o motivaria anos mais tarde. Na verdade, em 1913, para fugir do recrutamento militar na Áustria, Hitler se mudou para Munique. Quando a Primeira Grande Guerra explodiu, Hitler tinha 25 anos e já não sustentava receios quanto à carreira militar. Ele se alistou para servir no 16º Regimento Bávaro da Reserva. E foi a partir dessa decisão, a partir das experiências vividas por aquele jovem soldado, que um forte espírito nacionalista e anti-semita foi forjado.

O SOLDADO HITLER 

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A Pedra de Roseta – uma chave para entender o passado

Em 1799, Napoleão e suas tropas haviam invadido o Egito. Ao fortificar uma base militar, um dos soldados encontrou uma pedra que mudou por completo a forma de estudar o Egito Antigo. O bloco de granito negro de mais de 2000 anos de idade e coberto por inscrições, recebeu o nome Pedra de Roseta. A descoberta logo se tornou célebre, pois a descoberta apontava o caminho para a leitura e compreensão dos até então indecifráveis hieróglifos egípcios.

A PEDRA DE ROSETA EM EXIBIÇÃO NO MUSEU BRITÂNICO

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A Magna Carta – 800 anos de luta pela liberdade

No dia 15 de junho de 1215, o rei inglês João sem Terra se reuniu com seus barões às margens do Tâmisa e apôs seu selo a um documento que mudou radicalmente o curso dos direitos humanos. O registro, conhecido como Magna Carta, é considerado o documento legal mais importante da história do Ocidente.

Mas o que levaria um rei, em pleno sistema feudal, a garantir maiores direitos ao povo comum? E de que forma esse documento tão antigo influenciou as leis no Ocidente?

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Torre medieval de 900 anos – Itália

Publicado originalmente em RASTREADO!!!

Uma torre de 900 anos de idade, que já serviu como edifício de defesa, escola para monges e prisão, agora pode ser usado como acomodação por turistas em Bolonha, na Itália.

Apelidada de “coronata” por sua característica forma de coroa, a Torre Prendiparte foi criada no século 11 e é uma das estruturas mais antigas que ainda restam na cidade. Um de seus atrativos é a vista do terraço panorâmico.

Com doze andares, a torre foi restaurada e ganhou suítes de luxo e restaurante. Dentro, há uma escada em espiral, lareiras antigas e móveis e decoração no estilo do século 19.

Os hóspedes são levados pelo dono do monumento por um tour pela torre, com direito a parada no topo para tomar drinques e aproveitar a vista.

Mas o preço do lugar é à altura da experiência: a diária custa 500 euros (cerca de R$ 1.600) por noite. O jantar, feito por um chef, custa a partir de 100 euros (R$ 330) por pessoa (no jantar de gala o preço chega a 200, ou R$ 670). Por um valor extra, é possível contratar música ao vivo para tocar durante a comida.

Arranhões de prisioneiros

A torre tem esse nome por causa da família Prendiparte, que a construiu na segunda metade do século 11. O objetivo era proteger seus membros e demonstrar poder na cidade.

Em 1588, a torre foi vendida para ser usado pela Igreja como um seminário, lugar de estudo para monges. Em 1751, a torre virou uma prisão para pessoas que cometiam crimes contra a religião. Ainda é possível ver arranhões e desenhos nas paredes feitos pelos prisioneiros naquela época.

(Texto extraído do Portal G1)

Coordenadas Geográfica da Torre: 44° 29′ 45″ N 11° 20′ 40″ E

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