5 engenhosas armas de guerra dos povos antigos

Quando falamos em armas e guerras dos tempos antigos, sempre vem à mente espadas, arcos e lanças, e não há dúvidas quanto à eficácia dessas armas, tanto é que foram as principais utilizadas ao longo de muitos séculos. Mas nesse post vamos nos concentrar em armas e engenhos menos conhecidos, porém muito eficazes, que destacam a criatividade, resiliência e a por vezes terrível imaginação dos antigos inventores bélicos.

Não dá pra listar engenhocas e armas do passado sem mencionar Arquimedes de Siracusa (c. 287 a.C a c. 212 a.C). Embora muito famoso por suas realizações acadêmicas e por uma série de outras invenções sem fins militares, Arquimedes desenvolveu equipamentos que davam a seus inimigos a impressão de estar enfrentando divindades.

ARQUIMEDES À FRENTE DAS DEFESAS DE SIRACUSA POR THOMAS RALPH SPENCE (1895)

Além das invenções que serão abordadas a seguir, Arquimedes recebeu também o crédito por ter desenvolvido formidáveis dispositivos e catapultas que arremessavam rochas de mais de 300 kg.

1. O RAIO DE CALOR DE ARQUIMEDES

Embora a existência de tal arma ainda seja questionada, escritos antigos descrevem Arquimedes usando uma invenção que destruía navios com fogo. Foi provavelmente durante o cerco à Siracusa, que Arquimedes utilizou seu invento ao colocar grandes espelhos de metal polido estrategicamente posicionados para que pudessem concentrar o calor do sol sobre os navios inimigos, incendiando-os.

Em 2005, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT, realizou um experimento que visava recriar o Raio de Calor e apesar de conseguirem inflamar a madeira, notaram que algumas questões específicas seriam decisivas para o sucesso da arma, por exemplo: condições do clima, posição do espelhos, movimentação e o tamanho dos navios inimigos.

2. A GARRA DE ARQUIMEDES

Era como uma vara de pesca em proporções gigantescas, uma espécia de guindaste com uma reforçada corda cuja ponta trazia um enorme gancho. Movimentando-se o “guindaste” por cima de uma fortificação, o gancho seria baixado por sob o navio inimigo e depois içado, trazendo consigo a embarcação. Após esse movimento, a corda seria liberada, causando a queda repentina do navio que poderia se encher d’água e afundar ou até atingir pedras no leito das águas e ter seu casco destruído.

O vídeo acima simula como seria a Garra de Arquimedes em ação.

3. O CANHÃO À VAPOR DE…? ADIVINHA QUEM?

O DESENHO DE LEONARDO DA VINCI DA ARCHITONNERRE

O historiador grego-romano Plutarco, ao registrar sua versão do cerco de Siracusa, mencionou o uso desse dispositivo pelas forças de defesa da cidade (quem era mesmo o responsável pelas defesas?). Da Vinci concordava foi além. Ele esboçou um canhão a vapor que disparava projéteis em alta velocidade, o chamou de Architonnerre e, apesar de ser o autor dos esboços, ele creditou a invenção a Arquimedes.

Os desenhos de Leonardo Da Vinci foram usados por alunos do MIT para criar sua própria versão da arma. Eles dispararam um projétil de aproximadamente 500 gr que ultrapassou a velocidade do som. Já é o suficiente para causar bastante dano ao inimigo.

4. A BESTA DE REPETIÇÃO (CHU-KO-NU)*

Há evidências da existência dessa arma desde o século 4 a.C. Ela era basicamente uma besta com espaço para armazenamento de várias flechas. Engenhosamente, após uma flecha ser disparada, outra era imediatamente posicionada, e um sistema de alavanca era usado para armar e novamente disparar a besta, gerando uma velocidade de disparo até então inédita.

Embora não se saiba quem foi o inventor, importantes melhorias são creditadas ao conselheiro militar Zhuge Liang (181 a 284). Após sua intervenção, foram criados modelos com disparo simultâneo de três flechas e alguns modelos que rapidamente disparavam 10 flechas.

O vídeo abaixo mostra uma versão simples da arma, mas deixa bem claro como era o funcionamento.

Embora menos precisas que as bestas comuns e com menor alcance que um arco, a besta de repetição tinha altíssima frequência de disparos. Imagine 100 homens disparando 20 flechas a cada 15 segundos. Em 10 minutos de combate 60 mil flechas seriam disparadas!

5. O FOGO GREGO

O Fogo Grego não é tão antigo quanto os exemplos já listados, ele foi desenvolvido por volta do final do século VII no Império Bizantino, ou, Império Romano do Oriente. Sua invenção é atribuída ao engenheiro sírio Calínico. Era uma poderosa arma incendiária composta por sifões pressurizados que impeliam o “fogo líquido” para dentro de navios e fortificações inimigas. A mistura inflamável era extremamente difícil de ser combatida e queimava mesmo sobre a água. Inclusive, há registros de que usar água somente piorava a situação, pois espalhava o líquido ainda mais.

O USO DA ARMA NUMA REPRESENTAÇÃO DO SÉCULO XII

O Fogo Grego era tão eficaz que representou um ponto de virada na luta de Bizâncio contra a expansão islâmica. De tão bem guardada, sua fórmula se perdeu ao longo da história. Tudo o que temos hoje à respeito de seus ingredientes são especulações.

*Chega de Arquimedes! Brincadeira, não é isso. Chu-ko-nu era o modo como os romanos se referiam às temidas bestas de repetição.

FONTES: web.mit.edulivescience.combrlsi.org, wikipedia.org

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