Como surgiu o termo “Idade das Trevas”?

Tá, muitos responderiam a essa pergunta simplesmente associando o termo Idade das Trevas ao tempo de constantes guerras, pouco avanço cultural e severa imposição religiosa à que ele se refere. Um período de trevas. Mas se você é daqueles que não se satisfaz tão facilmente, vem comigo…

Pois bem, nós sabemos que a Idade Média, ou Idade das Trevas, é o nome geralmente dado ao período de mil anos entre os séculos V e XV. Sabemos também que existem divisões controvérsias a respeito da duração desse período. Mas quais são as raízes desse nome?

VIVENDO NAS TREVAS

A luz versus a escuridão é uma metáfora amplamente utilizada desde a antiguidade para se referir ao bem versus o mal. Mas no século XIV, um italiano deixou o bem e o mal de lado e aplicou a metáfora em algo, digamos, mais secular. Francesco Petrarca (1304-1374) queria ter vivido durante a antiguidade clássica. Ao comparar aquela época de grandes avanços econômicos, artísticos e intelectuais com o período em que ele vivia, Petrarca se sentia perdido num tempo de obscura ignorância. Na conclusão de seu poema épico, África, ele escreveu:

Eu estou fadado a viver entre tempestades de confusão. Mas, como é meu desejo, talvez você (leitor) viva muito tempo depois de mim, em tempos melhores. Esse esquecimento e essa sonolência não durarão para sempre. Quando a escuridão se dispersar, nossos descendentes poderão retornar à pureza do antigo esplendor (brilho).

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ESTÁTUA DE PETRARCA NA GALERIA UFFIZI EM FLORENÇA

A decadência e queda do Império Romano e sua infraestrutura reduziu o fluxo de conhecimento, a economia e a produção de arte antes praticados no ocidente. Viajantes já não podiam usufruir da relativa segurança das estradas. Rotas de comércio foram descontinuadas e junto com elas a troca cultural entre povos foi reduzida. Já não havia um sistema monetário unificado. As artes, o estudo e o desenvolvimento intelectual antes incentivado até para fins de domínio militar já não eram mais uma prioridade.

Petrarca sabia disso e muitos de seus contemporâneos e dos que vieram após ele também. E foi assim que o conceito de período de trevas se espalhou. Com o tempo, a metáfora de Petrarca foi reutilizada e assimilada por muitos pensadores. É atribuído ao Cardeal Caesar Baronius (1538-1607) o primeiro uso do termo Idade das Trevas propriamente dito. Desde então esse nome vem sendo largamente utilizado e ensinado.

Porém, como mencionado no início, não existe consenso entre os historiadores sobre a duração do período de trevas, sobre se devemos ou não utilizar o termo e até sobre a densidade das tais Trevas. Mas esse aí é assunto para um outro post…

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A Magna Carta – 800 anos de luta pela liberdade

No dia 15 de junho de 1215, o rei inglês João sem Terra se reuniu com seus barões às margens do Tâmisa e apôs seu selo a um documento que mudou radicalmente o curso dos direitos humanos. O registro, conhecido como Magna Carta, é considerado o documento legal mais importante da história do Ocidente.

Mas o que levaria um rei, em pleno sistema feudal, a garantir maiores direitos ao povo comum? E de que forma esse documento tão antigo influenciou as leis no Ocidente?

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Torre medieval de 900 anos – Itália

Publicado originalmente em RASTREADO!!!

Uma torre de 900 anos de idade, que já serviu como edifício de defesa, escola para monges e prisão, agora pode ser usado como acomodação por turistas em Bolonha, na Itália.

Apelidada de “coronata” por sua característica forma de coroa, a Torre Prendiparte foi criada no século 11 e é uma das estruturas mais antigas que ainda restam na cidade. Um de seus atrativos é a vista do terraço panorâmico.

Com doze andares, a torre foi restaurada e ganhou suítes de luxo e restaurante. Dentro, há uma escada em espiral, lareiras antigas e móveis e decoração no estilo do século 19.

Os hóspedes são levados pelo dono do monumento por um tour pela torre, com direito a parada no topo para tomar drinques e aproveitar a vista.

Mas o preço do lugar é à altura da experiência: a diária custa 500 euros (cerca de R$ 1.600) por noite. O jantar, feito por um chef, custa a partir de 100 euros (R$ 330) por pessoa (no jantar de gala o preço chega a 200, ou R$ 670). Por um valor extra, é possível contratar música ao vivo para tocar durante a comida.

Arranhões de prisioneiros

A torre tem esse nome por causa da família Prendiparte, que a construiu na segunda metade do século 11. O objetivo era proteger seus membros e demonstrar poder na cidade.

Em 1588, a torre foi vendida para ser usado pela Igreja como um seminário, lugar de estudo para monges. Em 1751, a torre virou uma prisão para pessoas que cometiam crimes contra a religião. Ainda é possível ver arranhões e desenhos nas paredes feitos pelos prisioneiros naquela época.

(Texto extraído do Portal G1)

Coordenadas Geográfica da Torre: 44° 29′ 45″ N 11° 20′ 40″ E

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Mitos sobre a Idade Média – O Cinto de Castidade

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Falar em cinto de castidade é relembrar a Idade Média. Logo nos vem à lembrança aquela memorável cena do marido, talvez um comerciante ou um cavaleiro que, antes de seguir viagem, tranca as partes íntimas de sua esposa para proteger a honra da mulher e, de quebra, afastar potenciais substitutos. Dessa forma o marido poderia viajar tranquilo e evitar fraquezas ou infidelidades da solitária esposa.

Um artefato usado na idade média por maridos ciumentos que tentavam garantir proteção à sua honra – essa é a mais comum visão que se tem sobre esse controverso dispositivo. E essa visão ganha força quando o grande público encontra cintos de castidade expostos como peças originalmente medievais em museus e antiquários. Mas análises recentes têm levado historiadores a rever esse conceito.

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Mitos sobre a Idade Média – Todos achavam que a Terra era plana

Lendo uma lista de mitos medievais publicada no ótimo medievalists.net, tive a ideia de traduzi-la aqui. Mas a lista, que enumera 15 mitos sobre os costumes crenças das pessoas na era medieval, não aprofunda muito nos fatos que combatem os mitos e nem trata da origem deles. Eu queria mais! Portanto, escolhi um bem famoso entre os mitos medievais e fui me aprofundar um pouco nele. Futuramente postarei outros mitos interessantes. Boa leitura!

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